Orientação e Previsão
___Agenda__|__Biografia__|__Consultas__|__Cursos__|__Contactos__|
Home_:
| LIVROS
| ARTIGOS
| IMPRENSA
| TELEVISÃO
| MESTRADO
| CONSELHOS
| NOTÍCIAS TV
| CONFERÊNCIAS
| MAPAS ASTRAIS
| ASTROFILOSOFIA
www.joseprudencio.com
LIVROS DE JOSÉ PRUDÊNCIO
Lançamento do livro Um Céu e Dois Caminhos, na Biblioteca Nacional com a presença de José-Augusto França que leu um texto de José Saramago "Astrologia e Romantismo". Lisboa, 4 de Maio de 2009
José Saramago “Romantismo e Astrologia”

[Texto escrito para o lançamento do livro de José Prudêncio, Um Céu e Dois Caminhos: José Saramago e José-Augusto França. Esfera do Caos. Lido por José-Augusto França.]

Numa dessas súbitas iluminações a que os escritores são atreitos e a que alguns preferem chamar inspiração, ocorreu-me a peregrina ideia de que o último refúgio do romantismo é a astrologia. O problema deste tipo de frases, vindas não se sabe donde e muito menos para quê, é que depois será necessário encontrar-lhes uma explicação tanto quanto possível racional para que o achado não fique limitado a um fulgurante fogo de palha que em três minutos não será mais que um punhado de cinzas negras. Uma razão, ainda que menos convincente do que eu desejaria, é que, tal como está organizado o pátio da modernidade, não sabemos onde meter o romantismo, e portanto a astrologia, tão misteriosa, tão sibilina, tão arcânica, seria um bom lugar onde diluir, no geometrismo implacável de um mapa astral, a violência às vezes extrema dos sentimentos românticos. O tocaio meu que me está fazendo o favor de ler estas mal alinhavadas regras, o quase irmão e quase gémeo José-Augusto França, autor do notável livro que é Le romantisme au Portugal, poderá, querendo, graças ao seu minucioso conhecimento das matérias, confirmar ou infirmar o que aqui se sugere. Embora a astrologia se ocupe mais de planetas do que estrelas, não há nenhuma dúvida sobre o seu campo de trabalho: o espaço celeste, tão responsável por inúmeros suspiros soltados do peito dos jovens e menos jovens tocados pelo anhelo, pela melancolia, pelo mal de vivre que, em última análise, caracteriza o romantismo. Que temos o nosso destino escrito no céu, dizem-nos. Talvez seja verdade, mas é na terra que pagamos as favas.

Resposta de José-Augusto França

[manuscrita em 5.5.2009]

Caro Zé Saramago, desolados por sua ausência e certos que a nova crise será em breve vencida para que, dentro de um ano, tenhamos ganho 150% da esperança de vida havida ao nascermos nacionalmente, nos idos de 1922.

A sua ideia do romantismo (que coisa ele será? pergunta-se o doutorado nele na Sorbonne) pode ser… Passagem da tragédia dos deuses e dos seus destinos, ao drama dos homens e dos seus caminhos (condicionados socialmente tanto quanto individualmente responsabilizados) a quem vão restando “montes e maravilhas” de poesia que os astros – quê? simbolizam analogicamente. Que, para o Fernando Pessoa (que aqui vejo obscenamente sentado de bronze no terraço da Brasileira donde escrevo), tudo é necessariamente símbolo e analogia. E fica V. sabendo, com este abraço, que estou histórica e minuciosamente trabalhando sobre 1936 – o seu Ano da Morte de Ricardo Reis e dos Sinais de Fogo de Jorge de Sena. Ou seja, do “Ano X” da revolução que o Salazar confiscou – raios nos partiram a todos, tínhamos nós 14 anos…

UM CÉU E DOIS CAMINHOS
José Saramago e José-Augusto França
ESFERA DO CAOS EDITORES
--

Um Céu e Dois Caminhos: José Saramago e José-Augusto França

No lançamento na Biblioteca Nacional foi lido por José-Augusto França um texto de José Saramago sobre o livro "Um Céu e Dois Caminhos".

Apresentação da obra por Luís Resina

272 PÁGINAS * PREÇO: 17,90 Euros

Da contracapa
José Saramago e José-Augusto França são gémeos astrais pois nasceram exactamente no mesmo dia e à mesma hora.

Entretanto, até muito tarde não se conheceram nem conviveram um com o outro… mas os seus percursos de vida mostram similaridades espantosas.

Para desvendar este ‘mistério’ o autor utiliza a AstroFilosofia como ferramenta de análise e interpretação.

O resultado: uma narrativa biográfica destas duas «vidas paralelas», aprovada pelos biografados, que põe em relevo factos desconhecidos e surpreendentes.

Descubro-me perante o ingente trabalho de investigação patente no seu livro. Nada tenho a tirar nem a acrescentar. A sua discrição é exemplar e justifica todos os meus agradecimentos. Boa sorte, tenho a certeza de que vai encontrar não poucos leitores. José Saramago

Faço minhas as palavras e os agradecimentos de José Saramago – coevos perdidos em tanta ciência astral. E trocando, sob planetas comuns, um abraço laico de velha camaradagem. José-Augusto França

Um livro apaixonante não só para astrólogos como para todos os amantes da pesquisa biográfica. Escrita de uma forma clara, prática e realista, esta é uma obra de referência que interliga o plano teórico com o domínio existencial. A não perder. Luís Resina

JOSÉ PRUDÊNCIO é licenciado em Filosofia (Universidade Católica, Braga) e mestre em Cultural Astronomy and Astrology (Bath Spa University, Inglaterra). Prepara um doutoramento em Filosofia. Tem uma página semanal na revista Notícias TV (sai às Sextas com o DN e o JN) sobre compatibilidades e previsões para figuras públicas. Dá consultas de Orientação e Previsão desde 1987. Lecciona cursos e workshops de desenvolvimento pessoal e de AstroFilosofia, conceito que criou e desenvolveu no livro Astrologia & Filosofia: Um discurso sobre o tempo e os instintos (Esfera do Caos Editores, 2008).
VÍDEO: "UM CÉU E DOIS CAMINHOS" (4 minutos)
Sobre os gémeos astrais José Saramago e José-Augusto França

ASTROLOGIA & FILOSOFIA
Um Discurso sobre o Tempo e os Instintos
ESFERA DO CAOS EDITORES
Astrologia & Filosofia

Um discurso sobre o tempo e os instintos

JOSÉ PRUDÊNCIO

Polémicas / 2

328 pp

Formato: 16cm x 23,50cm

ISBN: 978-989-8025-57-9

Data de Publicação: Julho de 2008

PVP: 19,40 euros

Astrologia e Filosofia de José Prudêncio inaugura uma nova abordagem teórica e prática da orientação e da previsão. Abre o caminho para a criação duma nova disciplina universitária, a AstroFilosofia como Discurso sobre o Tempo e os Instintos, no contexto da linguagem, da hermenêutica e da filosofia como sabedoria de vida. Esclarece os fundamentos filosóficos da antiga astrologia grega e faz uma análise crítica dos seus pressupostos. Introduz concepções inovadoras sobre a natureza da identidade individual, do tempo, da liberdade e da previsão, da virtude e da felicidade.

AstroFilosofia, um Discurso sobre o Tempo e os Instintos, uma nova Filosofia de Orientação e Previsão, uma Sabedoria de Vida.

A renovação do antigo sincretismo da Filosofia Grega - a astrologia - à luz das modernas concepções sobre o Tempo e a Linguagem, a Mente e a Biologia.

Capítulo 1. trata do conflito entre a ciência e a astrologia, do estatuto epistemológico da astrologia; analisa o valor dos horóscopos das revistas; apresenta os resultados da investigação científica da astrologia; trata da hereditariedade astral e do problema das cesarianas; analisa criticamente o contexto e o sentido das práticas astrológicas.

Capítulo 2. trata da relação da astrologia com o cristianismo; da astrologia na Bíblia; das perspectivas de Santo Agostinho e de São Tomás de Aquino; dos Jesuítas e da astrologia; do ocultismo e da magia; do mito da Era do Aquário; da atitude adequada do crente cristão relativamente à astrologia.

Capítulo 3. aborda a origem e o desenvolvimento da "astrologia psicológica", esclarece as virtudes e os limites da abordagem psicológica da astrologia; compara os sistemas interpretativos da astrologia e da psicanálise; distingue a terapia centrada no passado da terapia centrada no futuro.

Capítulo 4. aborda a astrologia como legado grego, como fusão das concepções dos principais filósofos gregos; inaugura o conceito de AstroFilosofia e esclarece as suas implicações teóricas e práticas; recupera e renova conceitos tradicionais da astrologia; introduz conceitos inovadores que, provavelmente, vão causar a maior revolução no discurso sobre o céu desde a inclusão dos três planetas trans-saturninos - Urano, Neptuno e Plutão - no seu sistema simbólico.

Capítulo 5. fundamenta a orientação astrológica na análise do mapa das tendências individuais; mostra a utilidade da orientação astrológica para a compreensão e o desenvolvimento pessoal, para os relacionamentos, para a compreensão das crianças e dos adolescentes, para empresários; apresenta uma ética da orientação.

Capítulo 6. faz uma reflexão sobre as ideias de necesssidade, vontade, acaso, adivinhação, profecia e previsão; esclarece os limites e a utilidade da previsão do futuro; explica a ilusão do "livre-arbítrio" e de que modo se pode desenvolver a liberdade individual e construir um futuro mais feliz; apresenta uma ética da previsão.

Capítulo 7. mostra as inconsistências e os limites da auto-ajuda; lança as bases para uma astrologia cristã e budista no contexto da cultura ocidental; aborda a formação de "astrólogos filósofos"; apresenta uma visão da espiritualidade que parte de definições inovadoras dos conceitos de Deus, virtude, liberdade, futuro e felicidade.

© José Prudêncio - Lisboa 2008/09